RALLY CAXIAS

O QUE RALLY

O Conde de Dion realmente estava em todas. Em 1887 foi o único a comparecer com o seu quadriciclo a vapor na primeira competição organizada para veículos “sem cavalos”. No primeiro rally da história, em 1894, ganhou mas não levou – sendo desclassificado por não ter completado o percurso com outra pessoa. Não satisfeito com a experiência (e frustração) das duas disputas anteriores, juntou-se ao Barão de Zuylen de Nyevelt para sugerir ao Petit Journal o patrocínio de uma prova ainda mais longa.

Em função da incrível velocidade das máquinas da época, que rodavam a uma velocidade média de 20 quilômetros por hora, os proprietários recusaram a idéia com medo de que acidentes prejudicassem a imagem do jornal. Do outro lado da Mancha a opinião pública já se opunha às novas máquinas sobre rodas, fazendo com que a lei Red Flag Act obrigasse em 1865 que todo automóvel fosse precedido em sua jornada por um pedestre que avisasse as pessoas na rua – com uma bandeira vermelha – que o perigoso progresso se aproximava. Talvez porque o cinto de segurança ainda não tinha se tornado item obrigatório.

Já que a idéia ainda não parecia ser um bom investimento para o jornal francês nem para outras empresas, a alternativa foi criar o Automóvel Club da França e, a partir daí, organizar uma competição de Paris a Bordéus (ida e volta), pela estrada nacional. A distância a ser percorrida era de 1178 quilômetros. Para que ninguém excedesse demais a velocidade, ficava estabelecido que cada veículo deveria transportar pelo menos três passageiros. Por causa disso, a competição viria a ser muito mais um rally de resistência do que propriamente uma corrida.

Então em julho de 1895 apenas 22 dos 46 inscritos largaram. Ao todo, 15 com motores de combustão interna, seis movidos a vapor e um elétrico (um pequeno ônibus de seis lugares). Nesta disputa os veículos a gasolina mostraram a superioridade em relação a potência, garantindo as primeiras colocações.

O primeiro a chegar foi Emile Levassor que, como o Conde de Dion, foi desclassificado. O Panhard et Levassor que dirigia era um carro de apenas dois lugares. Assim, o prêmio ficou com o Peugeot de Koechlin, que chegou oito horas depois. Era o primeiro veículo equipado com rodas e pneus, embora o carro que chegou primeiro tenha completado a prova em 48 horas e 40 minutos, a uma velocidade média de 24 quilômetros por hora.

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O RALLY NO BRASIL

A história do rali no Brasil é bem recente. No início da década de 50, um grupo de simpatizantes do esporte vinculados à Sociedade Esportiva e Cultural dos Empregados da Light (Segel) resolveu organizar um rali em São Paulo. A competição tinha um cunho muito mais social do que esportivo.

Já em 1961, Wilson “Barão” Fittipaldi organizou o então famoso Rali do Rádio. E foi no fim dessa década que pilotos paulistas ganharam dimensão, surgindo nomes como Artur Mondim, Peter Moacyr Beck (campeões do 3º Rali Nacional), Bird Clemente, Jan Balder, Carlos Visetti, Wilson Fittipaldi Júnior, Émerson Fittipaldi e Roberto Dupont, entre outros.

O primeiro grande evento no País foi o Rali da Integração Nacional na década de 70, em um percurso que ligava Fortaleza ao Chuí, totalizando nada menos que 5.350 quilômetros. Depois, disso, o País faria o 1º Rali Internacional do Brasil (junho/79).

Um dos mais importantes no mundo, o Rali Internacional dos Sertões é realizado há 8 anos no Brasil. Os pilotos percorrem mais de 5 mil quilômetros, de São Paulo a Fortaleza, com inesquecíveis histórias, de conquistas a tragédias, como o acidente que matou o piloto Beto Salles.

Categoria se profissionaliza nos anos 70

Em 1940, o piloto argentino Juan Manoel Fangio ganhou o Gran Premio Del Norte, de Buenos Aires a Lima, correndo com um Chevrolet Carretera. A partir daí, os ralis tornaram-se mais populares. Porém, os ralis se profissionalizaram mesmo na década de 70. O esporte passou a ser reconhecido oficialmente, principalmente porque a Federação Internacional de Automobilismo implantou o campeonato internacional de rali. A permissão da entrada das marcas dos patrocinadores, em 1969, fez com que o rali ganhasse investimento privado, fundamental para que se fortalecesse e se tornasse um dos esportes de aventura de maior destaque.
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